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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Todas as relações do mundo possuem sua prateleira de cristais. Há sempre um suspense, uma delicadeza ao transitar pela fragilidade do outro. Melhor não falar muito alto, é mais prudente ir devagar e com cuidado. Para não estragar, pra não quebrar, pra durar por muitos séculos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Se não deu certo, apague e recomece. Esqueça o que ficou. Esqueça a culpa. A falta de plano. Esqueça a dúvida. O que foi quase engano. Apague e recomece. É sempre hora de mudar. De virar a página e se reinventar. Mesmo que doa, aprender não é um processo à toa."

Fernanda Mello

sábado, 25 de junho de 2011

O que você quer para sua vida? Emoções baratas? Ofertas irresistíveis? Não sei se um dia o mundo cansará de tanta disponibilidade. Felicidade a 1,99. É pegar ou largar... O mundo anda invertido. Ou será que sou eu? Temos que virar de cabeça pra baixo para ficarmos iguais. Aquilo que era secreto agora está escancarado. O que nos é caro, escondemos a 7 chaves. Eu não quero que minhas vontades tortas e meus desejos secretos fiquem escondidos. Eu quero mais é que eles saiam por aí, nem que seja para não se atrofiarem. Eu ando seguindo o que eu acho que tenho de mais valioso: meu coração. Se você estiver no meu caminho, te levarei comigo. (Quer vir?). Cansei de pagar mais por menos. Eu enxergo sua alma. Enxergo suas incertezas. Mas eu não quero suas dúvidas... Por favor, durma com elas. Nem que seja por esta noite. Eu também tenho medo de errar e levar a sua culpa pode ser uma enorme bagagem para mim. Entende? Algum dia há de dar certo. Se não for do jeito que sonhamos, será de um jeito muito melhor. O mundo nos prega peças, sabia? Eu não quero competir com refrões. Eu quero poesia, sentimentos e beijos no pescoço. Será que é pedir muito?
Fernanda Mello

segunda-feira, 30 de maio de 2011




Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star.


Uma coisa meio Dave Grohl.


Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é DIFERENTE).


Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.


Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.


Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, CARAMBA! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido.


Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrões. Amor é RECONSTRUÇÃO. É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios.


Demorei anos pra concordar com meu querido (e sempre citado) Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”. Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio!


Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar - ah, o amor! - AMAR É PUNK.
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Fernanda Mello

segunda-feira, 11 de abril de 2011


Eu briguei com meu coração. Disse que jogasse o amor antigo fora. Ele deu nó. Coração não entende ordens. De um lado a razão exigindo. De outro o coração tentando. A verdade é que nem tudo sai como o planejado. Mas a gente tenta. Um amigo meu me disse que fica surpreso como eu racionalizo os sentimentos. Eu perguntei se falava de mim. Acho que sofro calada. Calada. Maquiada. E de salto alto. Mas manter a pose cansa. Cansa ser racional. Cansa enganar o coração. Cansa ser forte. A verdade é que hoje eu vi um livro que você me deu e chorei calada. Porque é feio chorar por amor perdido. Mas… Quer saber? Estou com sinusite. E não estou nem aí para escrever bonito. Quero respirar de novo e amar alguém como um dia eu te amei. Alguém aí acredita em segundo amor?

Fernanda Mello

domingo, 3 de abril de 2011

Você imagina quantas mulheres existem em mim? Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. Mas eu quero que você perceba. Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim. Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. (Nada de banho-maria).
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Fernanda Mello

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

 
Ah, quer saber o que eu penso? Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome.
Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso!. Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Te pergunto: você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração? Me desculpe. Nada é pouco quando o mundo é meu.
 
Fernanda Mello

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Da vida, meu amigo, a gente só leva o coração.
E o meu é poesia. Música.E uma leve descrença no ser humano que eu não posso evitar.

E o seu?(…)

Vá!CUIDE-SE.
Mas cuide DE SUA VIDA.
Sempre é tempo de mudar e se fazer feliz.


Fernanda Mello
Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesmo. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.

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Fernanda Mello

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


A vida é minha. O amor é meu. Me dou de bandeja pra quem eu quiser. Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. Mas leva tudo. Leva e não devolve."

Fernanda Mello

terça-feira, 23 de novembro de 2010





Vem cá. Me dá aqui a sua mão. Coloca sobre meu peito. Agora escute. Olha o tumtumtum. Você pode me ouvir? É pra você, seu besta! É por você que meu coração bate!


Fernandinha M.
"Porque perfeito mesmo só a imperfeição.
Que faz ter sentido até o que não se explica."


- Fernanda M.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010


E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado. Não me diga nada (ou me diga tudo). Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei! E eu sei porque aprendi. Eu não me contento com pouco ( não mais ). Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca.
 
Fernanda Mello

"Sou avessa à equações, fórmulas e respostas certas. Não gosto de nada definido. Certezas não me calam."
Fernanda Mello

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sua vida: A maior invenção de você!

Ah, quer saber? A nossa vida a gente inventa. A realidade nada mais é do que
um grande desejo inventado. Um sonho que se faz verdade, uma vontade que
sai do papel e caminha. Assim... Feito vida. É uma responsabilidade enorme
desejar, eu sei. Mas vida ao vivo é pra quem tem coragem. Coragem de
sonhar. Cuidado em desejar. Porque é preciso fé, auto-conhecimento e um
querer no infinitivo para que sonhos se realizem. Difícil? Pode ser. É um
exercício diário que exige confiança e um amor incondicional por tudo o que
somos e acreditamos. Uma aceitação suave dos próprios defeitos, um rir de si
mesmo, um desaprender contínuo, um aprender sem fim sobre o que
queremos da vida. Transformar sonho em verdade é para poucos. E para
muitos. Para todos os que têm a sorte de desejar. Não importa se tudo
parecer errado e o mundo virar a cara para você. (Qual era mesmo sua
vontade?). Esqueça. Se esqueça. Hora de se perdoar. Tempo de se procurar.
RENASÇA. Ninguém veio ao mundo para acertar, haja paciência pra gente
perfeita! Eu sei pouca coisa da vida, mas uma frase eu sigo à risca: é preciso
acreditar. E eu acredito! Acredito no que diz o silêncio na hora em que a
mente cala. E meu silêncio - que não é mudo e também escreve - dita com
voz de quem sorri (às vezes desafiante): confie em si mesma. Quebre a
rigidez. Ouse. Perca o medo. Perdoe-se. Brinque. Viva com leveza e encante-
se. Só assim você vai transformar vida em letra e letra em vida. Num reciclar
eterno de poesias possíveis.
Obs: Sábio o silêncio que habita o coração!!! Que eu consiga ser quem eu sou
e bata palmas no final! Mesmo que eu escorregue em mim e puxe a cortina
antes do espetáculo acabar. Quem vai dizer que não era esta a melhor parte
do show?


(Fernanda Mello)