sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Esperas


“Então eu te disse que o que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exatas. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse.”


Caio Fernando Abreu




"Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras  e por tudo isso, ando cada vez mais só."









C.F.A

Amor


“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor
pra valer, só acontece uma
vez,geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado nem
chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e
que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece
carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente
cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em
um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que
funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que
poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e
que desejos fora de
hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar
que os bonitos e magros
são mais amados, que os que transam pouco são caretas,
que os que transam muito não são confiáveis,
e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta doque pé torto.
Fizerama gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a
mesma para todos, e os que escapam dela estão
condenados à marginalidade. Não nos contaram queestas fórmulas
dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos
tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo prá gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo,
vai
poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.”

Martha Medeiros
“Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo…”


Martha Medeiros
"Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?”


Tati Bernardi

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Saudade, essa é a palavra!


Bom, hoje me deu uma vontade louca de escrever algo! Há algum tempo, todas as noites antes de dormir me bate uma profunda tristeza e ouso até falar que me sinto sozinha e em completo descontrole de quem eu sou hoje . Não é uma solidão qualquer, não é pela falta de pessoas. Sabe aquela saudade que as vezes bate de voce mesma? Pois é, estou sentindo falta do que eu era antes, da pessoa sem tantos conflitos e paranóias, que não cometia tantos erros, que não era tão insegura e complicada, que era mais sonhadora e menos imprevisivel, mais decidida e menos orgulhosa, mais vivedora e  menos superficial. Queria o que eu era antes, e queria com tamanha força a ponto de desejar voltar no tempo. Questionamentos e duvidas soam na minha mente constantemente como se fosse um cd arranhado que insisti em permanecer no mesmo trecho da musica. Quem eu serei ? Eu não sei. E confesso isso com uma certa vergonha de mim mesma, pois gostaria muito de saber. Sei que o que eu sou hoje, é o que eu fiz de mim mesma e essa profunda falta que sinto é natural pelo simples motivo de querermos ser um pouco melhor a cada dia, ainda que a nossa vida e o que fazemos dela insista em nos retroceder. Descobri que não deixarei de ser o que eu sou hoje pra poder me questionar mais tarde sobre o que eu quero ser amanha, e quando esse amanha chegar com certeza vou querer ir em busca do que me tornei hoje e sentirei vontade de voltar no tempo mais uma vez. O  mais irônico é que vou querer  voltar no tempo várias e vária vezes como um relógio desgovernado.


Afinal,  a perfeição que tanto insistimos alcançar é irreal e inatingível!

Amanda M.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Estamos com fome de amor.


Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: ‘Digam o que disserem, o mal do século é a solidão’. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos ‘personal dance’, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão ‘apenas’ dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos despreparados por não saber como voltar a ‘sentir’, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamento ORKUT, o número de comunidades como: ‘Quero um amor pra vida toda!’, ‘Eu sou pra casar!’ até a desesperançada ‘Nasci pra ser sozinho!’.
‘Unindo milhares, ou melhor, milhões em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, é demodé, é brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, ‘pague mico’, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz: ‘Se um problema é grande demais, não pense nele e se é pequeno demais, prá que pensar nele”. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou ser uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer prá alguém: ‘vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida’.

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor
"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

Fernanda Young

“Cansei de pedir desculpa por quem eu sou. Cansei de ouvir de todo mundo como é que se trabalha, se ama, se permanece, se constrói. E ficar me perguntando de novo para quem mesmo eu tenho que ser porque só tem graça ser para alguém. E que se foda o amor próprio. ’’

Tati Bernardi

Mulheres são crianças.


"Porque hoje acordei super pirada e resolvi ser a criança mais feliz do mundo. Mulheres são crianças, que sentem com verdade e agem por impulso."

- Gabi Macedo